'Noite Rainha Cross' uma noite democrática para todos os gêneros



Em uma noite fria de junho. Me arrumei bem esquisitona e lá fui para mais uma edição da "Noite Rainha Cross", no antigo e delicioso Bar Queen, o bar do Paulinho 80, que eu adoro e que tem o melhor frango a passarinho que já comi em toda a minha vida.

Bem, cheguei e fui recebida pela Cris, uma irmã de peso, como eu, que é de uma gentileza e visual maravilhosos. Entrando já vejo a Mariana Mercury, gerente da casa, que me recebe como uma rainha, junto com a Eny Lima, que é uma fofa, deliciosa e mulher. Passo pelo caixa e sou saudada pelo André, o caixa da casa, que é de uma gentileza que te faz sentir mulher, pois ele é homem hétero. Aí vem ela, a primeira cross da casa, a hostes da festa, Vanessa Sousa, o ser humano mais lindo e gentil do mundo cross. Ele é homem hétero e crossdresser. Sua esposa é uma graça. Subindo ao mezanino, lá está a minha mesa, sempre reservada com meu nome. Sento e espero pela rainha das rainhas, Lizz Camargo, que logo surge resplandescente, vestida a caráter, como sósia oficial de Hebe Camargo. Muitos beijinhos e vem ele, o fotógrafo Paulo Neobeck registrar o encontro.

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Começa o show com Maria, que faz uma surpresa vestida de Andrógino, ele é marido de Lizz Camargo, fantástica montagem,  de branco, careca, todo pintado de branco, lindo com um moicano de gritar. Adorei. Depois dele uma performance na linha antiga de dublagem, com Alana Oliver de Sorocaba. Visual perfeito, tipo longo preto, linda. Dando continuidade vem a beleza de Willa White, uma transexual maravilhosa, que vive na Europa há anos. Uma verdadeira mulher, linda e maravilhosa. O show continua com Jha Oliver, um cantor homem lindo, uma delicia de voz maravilhosa, manda logo uma música de Wesley Safadão, o público adora e canta junto. Chega a vez da rainha fazer seu número de Hebe Camargo cantando com uma rosa vermelha na mão. Lizz Camargo arrasa e de repente o show não para e entra um bombeiro GoGo Boy, lindo, lindo, mas tão lindo, que o público grita enquanto ele vai tirando a roupa. Eu já jogada e transpirando. Me entra outro GoGo Boy, ambos héteros, de sunga vermelha (quem me conhece sabe que sunga vermelha é meu fetiche), lindo, tatuado, corpo perfeito e encerra o show, que tinha começado com a homenageada da noite. Toda festa cross homenageia uma personalidade da noite, essa foi a vez de Lalá Laurente, transexual das antigas, que tem uma clínica de eletrólise e que já tirou a barba de TODAS, eu digo TODAS as trans, travestis, homens, drags, GoGo Boys, de toda brasileira que está na Europa, enfim, ela estava linda, enrolada num manto de pontas de vison negro de rasgar a buc*** como dizem as mais antigas, da minha idade, e assim terminou o show dirigido por Íkaro di Polly, meu filhão gay, casado e delicioso.

De repente a amiga Andréia vem me beijar, ela é uma crossdresser da minha idade e também vem ele, o homem hétero de barba e cabelo comprido, maquiado, de unhas feitas, com a esposa do lado, é uma gracinha o Joaquim Castilhom de Campinas, ele é hétero, mas anda assim, vestido, maquiado e trabalha no Fórum de Campinas, exatamente como ele estava ali. Veio dizer-se meu fã desde o tempo da revista "Ok Magazine", que era de uma época que só existia caixa postal, não tinha celular, nem computador com redes sociais. Um amor de pessoa, que tem uma relíquia, que são todos os números da "Ok Magazine", que nem eu tenho. Eu era a principal colunista da revista num tempo onde eu fazia o "Plataforma de Strass", meu concurso de dublagem e entregava o "The Best Night Gay SP" para os melhores da noite. Coisa que vai voltar. Já estou com o site no ar, o meu blog para fazer o concurso e farei o troféu no final do ano.

Bem agora vou ao "X" da questão dessa narrativa que é a seguinte: vocês viram quantos gêneros sexuais pode se ver numa mesma festa? Gente, tem lugar para todos, receber a todos é absolutamente democrático, uma noite para todos, isso é a "Noite Rainha Cross" idealizada por Jaime Taralo, a Lizz Camargo, que mês que vem faz 5 anos de festas cross, onde todos convivem em perfeita harmonia, coisa que não existe mais na noite, apodrecida, gay de SP.

Ah! Não confundam crossdresser com cedezinhas, pois essas existem e colocam a bunda nas redes sociais só para encontrar os fetichistas e ter relações sexuais, diferente totalmente das crossdressers, que buscam sua identidade feminina, sua anima, para quem conhece um pouco de psicologia. É lindo ver a batalha delas para se arrumar. E esqueci de dizer que no Bar Queen tem um estúdio camarim para elas se montarem, com maquiador e cabeleireiro, tudo embutido já na entrada. Um luxo. Uma noite espetacular onde você viaja por todos os universos. Eu sou apaixonada, não perco uma sequer e na de 5 anos vou fazer um show em homenagem às crossdressers, me aguardem. Um beijo à Lizz Camargo e ao Íkaro, que são os donos e executores dessa noite tão democrática.


Obrigada por tudo. Chegaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa eu ammmmmmmmmmmmmmmmo essa festa.

Ah! Eu não posso deixar de dizer que fui eu quem fez as fotos, Jesus do Céu, eu não estou acostumada com tanta tecnologia kkkkkkkkk, por isso eu fiz o melhor que pude, espero que vocês gostem.

Beijosssssss da Gorda.